Maria Verônica15/02/2026

Gosto de baile na roça
nas noites de lua cheia;
nem precisa acender a luz,
porque a lua clareia.
Se a dama dança bem,
pode ser bonita ou feia;
a mulher pode ser gorda
ou ter corpinho de sereia.

Eu amo a minha vida,
gosto de ser como sou;
pra que sofrer duas vezes
recordando o que passou?
Se já chorei por alguém,
sei que alguém por mim chorou;
se nosso caso não deu certo,
ficar parado eu não vou.

Nossa vida tem tropeços
do começo até o fim;
Deus nos deixou coisas boas
que o povo insiste em destruir.
Você só pensa em você,
e eu penso só em mim;
ninguém ajuda ninguém,
e vamos vivendo assim.

Gosto de tocar viola
e cantar algum versinho;
eu procuro namorada,
pois ainda estou sozinho.
Sento embaixo da árvore
só pra ouvir os passarinhos;
sem destruir a natureza,
ali eles fazem seus ninhos.

a

Maria Verônica06/02/2026

Eu hoje estou fazendo
o que vinha planejando:
um dia voltar de novo
onde eu estive morando.
Só por luxo e vaidade
minha terra fui deixando;
fiz tanta besteira na vida,
só hoje estou notando.

Onde era a bica d’água,
todo o chão está trincado;
o brejo onde eu plantava
também virou cerrado.
Minha madeira de lei
tem galhos pra todo lado;
os troncos não encontrei,
alguém deve ter roubado.

Vou descansar um pouquinho
para melhor refletir
neste chão abençoado,
o lugar onde nasci.
Eu tenho toda certeza
que Jesus andou aqui,
guardando a minha terra —
por pouco não a perdi.

Com muita fé e carinho
tudo vou recomeçar;
quero limpar as nascentes
pra bica d’água voltar.
Me serviu de experiência
pra que fui procurar
coisas que não eram minhas,
desprezando o meu lugar.

a

Maria Verônica05/02/2026

Minha vida melhorou,
amigo, vou te contar:
as coisas não iam bem,
eu tive que me virar.
Falei com toda franqueza:
“nós temos que conversar”.
Você muda o seu jeitinho,
que o meu eu vou mudar.
Para Deus nós prometemos,
juramos em frente ao altar:
na saúde ou na doença,
um do outro vamos cuidar.

Bastante tempo de casados,
começamos a nos desentender;
perdemos a educação,
brigando pro povo ver.
Nossos filhos tinham medo,
corriam para se esconder.
Depois de muita conversa,
eu ouvi ela dizer:
“Nós não vamos mais brigar
para os filhos não sofrer;
se o problema é nosso,
juntos vamos resolver.”

Graças a Deus temos paz
e alegria para viver;
nossos filhos são a riqueza
que tanto nos dá prazer.
Trabalhamos sempre juntos
para a gente sobreviver;
se aparece algum problema,
nós tentamos resolver.
Aprendemos a dizer não
antes do mal acontecer;
com Jesus ao nosso lado,
tudo é fácil de vencer.

a

Maria Verônica13/01/2026

Dei no cravo e dei na rosa,
também dei no alecrim;
fez um barulho tão grande,
dei na dona do jardim.
Saudade de quem eu amo,
que me fez ficar assim;
quem já sofreu por amor
tem que dar razão pra mim.

Nasci na segunda-feira,
terça eu fui batizada;
quarta-feira tive amor,
quinta eu fui desprezada.
Sexta eu jurei vingança,
sábado eu tinha vingado;
domingo cedo eu fui presa,
de tarde eu fui perdoada.

Nasci pra ser amorosa,
amorosa de verdade;
quem eu amo não me ama,
não me traz felicidade.
Desprezo, quando não mata,
faz a gente padecer;
quanto mais tu me desprezas,
mais valor dou pra você.

Dei no cravo e dei na rosa,
também dei no alecrim;
fez um barulho tão grande,
dei na dona do jardim.
Saudade de quem eu amo
Que mim fez ficar assim
Quem já sofreu por amor
tem que dar razão pra mim.

Obs.: Poesia escrita por mim, Maria Verônica, quando eu participava de um Curso de Formação, na cidade de Florestal–MG, entre os 18 e 19 anos, preparando-me para ser professora.

a

Maria Verônica13/01/2026

a

Maria Verônica08/01/2026

Obrigada, Deus, por mais um ano,
foi com luta, mas venci.
Rever os parentes e amigos
que ainda vivem aqui.
Pra eles, feliz Ano Novo,
e pra todos que conheci;
os que leram minhas poesias,
esses eu nunca esqueci.

O Ano Novo já começou,
demorei para agradecer,
esperando você descansar
e ter um tempinho pra ler.
Pois todo mundo anda ocupado,
muita coisa pra fazer;
é um tal de come, come,
e muitos gostam de beber.

Dos antigos carnavais
uma frase vou usar,
pois eu gosto muito dela,
mesmo que vão me criticar.
Que estou tirando de outros
pra poesia eu rimar;
é que na virada a gente cantava:
“deixem as águas rolar”.

Se tivemos dificuldades,
Deus deu força pra vencer;
é mais um ano de vida
que ganhamos pra viver.
Os que fazem violência
um dia vão se converter;
um Ano Novo de paz,
se Deus quiser, vamos ter.

Que as crianças e os idosos
também possam cantar.
Quem não precisa de reza,
alguém pode me falar?
Que Jesus traga a vacina
para as doenças tristes acabar.
Eu quero sempre dizer:
deixem as águas rolar.

a

Maria Verônica28/12/2025

Vivendo minha velhice,
são muitos anos de idade.
Não quero só recordar,
nem também sentir saudade;
quero apenas refletir
se fiz alguma caridade,
se participei da Santa Missa
no tempo da mocidade,
se comungava fielmente
ou só quando tinha vontade.

Será que ajudei alguém
quando de mim precisava?
Reparti do que eu tinha
e não só do que sobrava?
Se alguém me maltratou,
será que eu perdoava?
Dei esmola em segredo
ou primeiro eu anunciava?
Aproveitei muito a vida,
mas fazer o bem eu pensava?

Na velhice estou notando:
de bom, não fiz quase nada.
E ainda sou teimosa,
sei que faço coisa errada.
Gosto de andar sozinha
na rua sempre lotada;
vai um carro, outro vem,
e eu devagar, quase parada.
Pra sair, ando sozinha;
em casa, sou vigiada.

Posso ser atropelada,
muitos chamam minha atenção;
finjo que não ouvi,
sigo firme na direção.
Sei que muitos motoristas
não conhecem educação.
Cada idoso tem seu jeito,
acha que só ele tem razão.
Mas vou deixar de ser teimosa
e praticar a boa ação.

a

Maria Verônica18/12/2025

Amigas e amigos, estou escrevendo
e vou falar a verdade:
hoje acordei bem cedinho
e até chorei de saudade,
recordando nosso Natal
nos tempos de criança e mocidade.
Reunidos, nós cantávamos
com toda sinceridade.

Nosso tempo de criança,
que tempinho mais legal!
A gente cantava muito
e a nossa voz quase igual.
Vinte e quatro de dezembro,
meia-noite deu sinal;
lá no céu cantaram dois anjos:
hoje é noite de Natal.

Estou fazendo uns resumos,
quem quiser pode ver;
para contar toda a história,
gasto um ano pra escrever.
Vou passar tudo a limpo
pra ficar melhor de entender:
abraços e Feliz Natal,
mesmo de longe, vou dizer.

Quando somos crianças,
pensamos tudo diferente:
que vamos sempre morar perto
dos amigos e de todo parente.
Quando o tempo vai passando,
muitos se afastam da gente;
o mais importante é saber
que o Deus Menino está presente.

a

Maria Verônica13/12/2025

Já faz muito tempo essa união,
eu e ela sempre assim.
Às vezes penso que gosto dela
e que ela gosta de mim,
mas vivemos sempre brigando,
é um tormento sem fim.

Pra viver sempre sozinho,
não sei se vou suportar,
mas cada palavra que eu falo
serve pra ela vir brigar.
Já vai pegando a mala
e sai pra qualquer lugar.

Então começa a saudade,
eu lutando pra esquecer;
meu coração me domina,
vai quase parando de bater.
Eu tenho que ir atrás,
sem ela não sei viver.

Já tentei uma aventura,
mas nada de conformar;
meu coração pirracento
até mudou de lugar.
A cada minuto ele fala:
sem ela não vou ficar.

a

Maria Verônica26/11/2025

Falam que sou fofoqueira,
fofoqueira eu não sou;
mas gosto de passar pra frente
o que o povo me contou.
Não sei se falam a verdade
ou se alguém inventou.

Não vou guardar na sacola
o segredo de ninguém,
nem esquentar minha cabeça
com o que não me convém.
Algum tropeço na vida
quase todo mundo tem.

Quem gosta de fofocar
sai de casa bem cedinho,
vai filar o seu café
e falar mal do vizinho,
contando o que ele sabe
e ainda aumenta um pouquinho.

Dizem que o mundo hoje
está muito diferente;
quase ninguém quer ajudar,
semear boa semente.
Tudo que é bom vem devagar,
o que é mal chega na frente.

Vamos viver como Deus quer,
pois Ele nos fez assim.
Cada um tem o seu jeito,
e eu vou cuidar de mim.
Vamos amar nosso próximo
e esperar o nosso fim.

a

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